Os sapatos a falar com a madeira. Linho. Renda. Não pagar a renda, porque não. Assobiar. A especialidade da casa. Uma casa especial. Kandinsky. Pintar como quem cospe. Miró. Vomitar verde e azul e vermelho e mais amarelo, como quem pinta. Aquecer alguém, porque o meu frio o é só fora de mim. Comer Sugos com papel. Sugar a vida, o suor e alguém. Um presente. Uma ausência, que apetece. “There is a light that never goes out”. Ver ao longe. Ver alguém ao longe, e ouvir cada inspiração, expiração, inspiração, expiração, inspiração, expiração. “Ensina-me”. Sentir o comboio parar em cada estação. Sentir o comboio parar em cada Primavera, Verão, Inverno e Outono. Arritmias. Ver alguém dizer o meu nome, enquanto dorme. Kinky. Abominar a hipocrisia ignorância inércia estagnação. Ser idealmente incorrecta. Ser o calcanhar d'Aquiles. Palavras que não sei o que são. Estar aqui e amanhã estar aqui mal. Ser eu com ajuda de alguém. Conhecer-me porque há alguém que me vasculha por dentro. “Ajuda-me”. Cheiro a fósforos, a gasolina. União de fósforos e gasolina. Uma cadeira de baloiço. O baloiço, dos 5 anos, que enferrujou. Gavetas abertas. Gavetas nunca mais abertas. Aberturas fáceis. Encontrar o rosto de alguém na cara do Mundo. Ler o que está nas entrelinhas. Linhas que não cosem. Linhas tortas por onde se escreve. Parto, de despejar ao Mundo. Partir vasos e a alma, como alguém. Um cigarro. Caminhar com as minhas pernas, a puxar as mãos que não são minhas. Uma jarra com uma flor, que não é só da minha imaginação. Ser Zé-Ninguém, porque só isto é ser tudo. Querer mais, porque querer mais é um trampolim. Crer mais, porque crer mais é uma barra horizontal e estreita.