Sim.

Se fosse eu a mandar ter-te-ia só para
mim, sem mundo. Se fosse eu a mandar seríamos gente sem nome. Seríamos os únicos
sem nome, porque mais ninguém se lembraria de não ter nome e ser feliz assim.
Seríamos manhãs cantadas. Manhãs frias e quentes, sempre cantadas. Seríamos o
mesmo ar, sem que isso nos cansasse. Seríamos fiéis sem que, também isso, nos
cansasse. A sermos uma flor seriamos a mesma. A sermos, um dia, colhidos
moraríamos sempre na mesma mão ou nos mesmos fios de cabelo.