(Verei isto com o patrocínio e amor de Diogo Seno, Filipa Milheiras, Lúcia Lagartinho, Mafalda Antunes. Eu e o que vem escrito a seguir somos seus.)
Estão dentro de mim. Tão dentro como qualquer órgão que me mantém de pé. Seria um quarto do que sou, andaria curvada, trôpega e sem colo, se não soubesse que fazem parte de mim como o cérebro e os dois corações que me fazem existir. São meus.
Sair de mim é ver alguém, como eu, que nunca tem só silencio. Sair de mim é ver alguém, como eu, que terá até ao fim quem lhe ensine a ver o mundo de uma duas três quatro perspectivas diferentes. Sair de mim, por segundos, é ver alguém que de coração apertado, mudo, não sabe como agradecer.
Vocês são a festa que dura o dia inteiro. Ás vezes, vocês são a não-festa que dura o dia inteiro. Existem e são verdade.
Agradecer ter-vos é tão difícil como dizer quem sou.