Ontem foi posto fim ao fenómeno que pára as pessoas e os respectivos cérebros. Acabou o Mundial 2010. O futebol, bem como todas as noticias brejeiras que o acompanham, alheia as pessoas das suas vidas, e o que pedem a Deus é que vença o seu país. O problema de hoje deixou de ser a má-disposição que o Mundo está a sofrer, para passar a surgir em forma interrogativa: Quem será a mãe do filho de Cristiano Ronaldo?
Este desporto funciona como um conhecido fármaco, proporciona o “alívio rápido da dor”. As pessoas esquecem-se que o dinheiro que têm no banco não chega para pagar as cervejas que beberam a ver o jogo; o pai batia na mãe, mas quando Portugal vence tudo fica bem; a falta de emprego não é assim tão má “porque ao menos posso ver os jogos” e por aí fora. Não seria mau se isto fosse só um calmante, não pode ser bom quando as pessoas o utilizam como vício. Beber para esquecer nunca foi uma boa premissa.
O futebol é um desporto que fomenta, intensamente, a união intragrupal. Há, não se pode negar, uma união entre adeptos que se sente de forma premente aquando destes campeonatos. No entanto, sobre esta união paira também uma nuvem mais negra. Esta união, este fanatismo pelo clube, pressupõe um tratamento do adversário de forma quase animalesca, diria eu. Como foi, tacitamente, dito: é necessário equilíbrio e não fazer da bola uma ilusão permanente.
Por fim, o Mundial 2010 teve frutos que não se devem ignorar. A Espanha e o Paul, o polvo alemão, venceram toda esta odisseia. A Holanda e um papagaio da Malásia (que por não ter nome perdeu toda a credibilidade para o polvo, neste momento ninguém visita a sua gaiola) foram os perdedores.
Quanto às vuvuzelas, acho que já se fizeram ouvir demais…
(Agradecimentos a Diogo Seno, que adoro!)