ele só queria que ela lhe atendesse a chamada do telefone a chamada da libido. a chamada coisa, unicamente, carnal. ela queria-o fora da sua vida. queria-o escondido debaixo do tapete. queria-o no sítio mais recôndito do seu corpo. em silêncio.

aquilo era a extrapolação do sonho. do sonho que a fazia levar a mão direita á parte de dentro da coxa arrepiada. do sonho que o fazia levar a mão direita á braguilha e a abri-la. era a concretização das mãos na sua devida posição.

respondendo: o amor era impedido de entrar, qual puto numa discoteca para crescidos. podia fazer-lhes mal, diziam. o travão ao amor era a resposta pouco capaz, de dois cobardes! por cobardia só gozavam noites nunca manhãs só gozavam cigarros nunca café. só gozava um nunca os dois.